quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Arte e percepção visual - Rudolf Arnheim"


Mas realmente o que vem a ser arte. Há algum tempo arte eram as obras que estavam de acordo a uma regra, a uma idéia a um estilo. Mas com o tempo corre o risco de se afirmar que tudo é arte. Não importa o critério utilizado, a maneira que foi feita tal coisa, tudo é arte. Para alguns, ai daquele que desconsiderar qualquer coisa como não sendo arte.
Talvez isso aconteça, segundo o Rudolf Arnhem, por se falar e pensar de mais sobre a arte. Melhor seria se conseguíssemos expressar a arte ou, ao menos curtir a arte, com os nossos sentidos. Não só em utilizar os olhos para ver e medir, e identificar os tamanhos e cores, ou somente o que o olho consegue ver, mas utilizá-los para, simplesmente, poder sentir e tentar enxergar o que existe por detrás da arte. Rudolf afirma que por mais que as pessoas tenham o contato com a obra, não é o suficiente para entendê-la, por isso se busca “manusear lápis, pincéis, escalpelos e talvez câmaras”.
Interessante é que “é impossível comunicar as coisas visuais na linguagem verbal. O fato de não se conseguir expressar com palavras certas qualidades de uma obra não quer dizer que temos problemas com as palavras, mas sim por ainda não ter conseguido organizar as qualidades encontradas em determinados critérios. A linguagem vai servir apenas para descrever o que se ver, ouve e sente, e não levar ao contato sensório.

“Se alguém quiser entender uma obra de arte,
deve antes de tudo encará-la como um todo.”


A análise de uma obra deve ser geral, mas para isso é preciso conhecer os elementos que irá analisar, “clima das cores, dinâmica das formas” e etc. Ver o assunto ou a que se relaciona, conhecer a estrutura total para assim partir para as características principais e para a exploração dos detalhes existentes; sendo assim a riqueza da obra poderá ser revelada.