quinta-feira, 17 de junho de 2010

Criatividade e Inteligência

Durante muito tempo se tratou Criatividade e Inteligência, como se tivessem uma relação entre ambas, mas não é bem assim. Nem todos os sujeitos inteligentes são criativos. Atualmente essas duas capacidades mentais são bastante diferentes. A inteligência, pelo que se aprecia nas provas tradicionais que a avaliam, pode se considerar como pensamento convergente, como a capacidade de seguir pautas de pensamento aceitadas e de fornecer soluções correctas a um problema dado.

E diz-se que a maioria do teste de inteligência actuais mede sobretudo as faculdades e a actividade do hemisfério cerebral esquerdo. A diferença de concorrências entre os dois hemisférios cerebrais parece ser exclusiva do ser humano. Quiçá trate-se simplesmentede que as duas metades do cérebro são complementares.

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CrIaTiViDaDe

O dicionário Houaiss define criatividade como "qualidade ou característica de quem ou do que é criativo". Em seguida, explicita: "inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, científico, esportivo, etc.".


Os especialistas acreditam que a criatividade é um talento que pode ser adquirido, desenvolvido e estimado. Já que estamos vivendo um momento de transformações constantes que amanhã já se tornam obsoletas, surge constantemente problemas e oportunidades que exigem novas abordagens. Sendo assim nós temos uma realidade que motiva o potencial criativo dos profissionais de determinada área. Estes só terão sucesso se suas decisões solucionarem os problemas e detectarem as oportunidades.

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Segundo Nicholas Negroponte...

No livro de Nicholas Negroponte, 'A vida digital', entende-se que a passagem da informação analógica para a digital e o crescimento dos meios de comunicação digitais são marcados pela diferença entre os átomos e bits, este que é o menor elemento da comunicação digital que pode viajar a velocidade da luz. Uma das vantagens da digitalização são a compressão de dados e a possibilidade de correção de erros. Outra coisa muito importante também é a junção de áudio, vídeo, textos, gráficos, animações, fotos entre outros, em bits, o que é chamado de multimídia.

Sobre a TV do futuro, Nicholas Negroponte fala que antes ela era pensada apenas como um aparelho analógico de alta definição e só em 1991 engenheiros norteamericanos a trocaram pela maleável digital, que permite que as pessoas modifiquem como, por exemplo, funções de som por algum recurso mais moderno dentre outras funções. A TV do futuro permitirá que haja uma construção do que interessa ao usuário, nisso se percebe a semelhança com o computador atual. A TV digital é multimídia e essa flexibilidade permitirá ao receptor decidir suas preferências, os bits que antes já vinham definidos, serão reordenados e comandados pelo receptor. Sendo assim poderá escolher como receber as informações, entre outras gêneros. Essa relação entre os meios supera os limites de tempo e espaço, fazendo com que a comunicação se adéqüe as nossas vontades.

NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. 2a. edição. Trad. de Sérgio Tellaroli. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 232 pgs.

Um POUCO de Pierre Lévy

De acordo a Pierre Lévy, o conhecimento intenso da memória humana fez com que a ciência avançasse em relação as tecnologias intelectuais de suporte informático, com a maneira de funcionar do cérebro humano. Sendo assim, o que os sistemas cognitivos humanos querem fazer são passados para o computador realizar. (2000, p.24). Lévy compara os três Pólos do Espírito: oralidade primária, escrita e informático-mediático e faz referência com figuras do tempo, dinâmica cronológica, referencial temporal da ação e dos efeitos, pragmática da comunicação, distância do indivíduo em relação à memória social, formas canônicas do saber e critérios dominantes. Trazendo então uma forma muito intensa de interação entre os pólos e a configuração social daquele espaço-tempo.

As tecnologias intelectuais são estruturantes sociais. Tem-se os três tempos do espírito: formas de linguagem oral, escrita e da informática. O domínio da linguagem da informática sobre as outras dá-se ao fato de os pensamentos e sentidos poderem ser transformados em composições digitais. Nos fenômenos de comunicação surge o contexto que é o alvo de todas as ações de comunicação, pois vai ser através de mensagens que os participantes vão, de certa forma tentar acertar, modificar o contexto em questão, que sempre pode ser modificado, dependendo da interpretação de cada individuo junto ao conhecimento que possui. (LEVY, p.13,14). Pierre Lévy parte da idéia de que o hipertexto é um conceito antecedente às novas mídias, na verdade faz parte da lógica humana do pensamento e funciona de forma confusa criando cognições que aparecem por conexões.

LEVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. 4.ed. São Paulo: Ed. 34, 2000.