No livro de Nicholas Negroponte, 'A vida digital', entende-se que a passagem da informação analógica para a digital e o crescimento dos meios de comunicação digitais são marcados pela diferença entre os átomos e bits, este que é o menor elemento da comunicação digital que pode viajar a velocidade da luz. Uma das vantagens da digitalização são a compressão de dados e a possibilidade de correção de erros. Outra coisa muito importante também é a junção de áudio, vídeo, textos, gráficos, animações, fotos entre outros, em bits, o que é chamado de multimídia.
Sobre a TV do futuro, Nicholas Negroponte fala que antes ela era pensada apenas como um aparelho analógico de alta definição e só em 1991 engenheiros norteamericanos a trocaram pela maleável digital, que permite que as pessoas modifiquem como, por exemplo, funções de som por algum recurso mais moderno dentre outras funções. A TV do futuro permitirá que haja uma construção do que interessa ao usuário, nisso se percebe a semelhança com o computador atual. A TV digital é multimídia e essa flexibilidade permitirá ao receptor decidir suas preferências, os bits que antes já vinham definidos, serão reordenados e comandados pelo receptor. Sendo assim poderá escolher como receber as informações, entre outras gêneros. Essa relação entre os meios supera os limites de tempo e espaço, fazendo com que a comunicação se adéqüe as nossas vontades.
NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. 2a. edição. Trad. de Sérgio Tellaroli. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 232 pgs.
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